O que é expografia?

Bom antes de começarmos a falar sobre expografia, a criticar as exposições (lembrando que críticas nem sempre são negativas) ou ainda a contar a história das expos, seria mais interessante definir: afinal, o que é essa tal de expografia? Até onde ela vai?

O termo expografia foi proposto em 1993, e se refere a colocação em exposição de tudo aquilo que diz respeito a ambientação. Segundo André Desvallées (veja nos livros sugeridos), ela visa a pesquisa de uma linguagem e de uma expressão fiel para traduzir o programa científico de uma exposição.

Então, o profissional responsável pela expografia vai buscar relações formais para expressar o conteúdo proposto pela curadoria.

Ou seja, se o curador está falando de determinado assunto, o profissional deve buscar a melhor maneira de traduzir os conceitos deste assunto. Isso pode ser expressado de várias maneiras, entre elas:

– pelo ambiente criado em uma exposição: a reprodução de uma casa romana por exemplo.

– pelas cores das paredes: cada cor traduzindo emoções que remetem ao que é dito na exposição.

– pela tipografia escolhida: de novo, se estamos falando de Roma, poderíamos utilizar a fonte Trajan, que nos remete as inscrições da base da coluna de Trajano.

– pela proporção entre os elementos: se falarmos do Renascimento, porque não utilizar a proporção áurea para construção dos displays?

– pela cenografia: a dramaticidade de uma iluminação pode nos remeter a morte como acontece, por exemplo, na imagem abaixo no Museu do Holocausto, no qual se coloca uma parede repleta de fotos de judeus mortos, com uma iluminação dramática em um ambiente escuro.

Foto disponível em: ushmm.org. Acesso em: 10 jan 2011.

Ou seja, esses são apenas alguns exemplos dos elementos que a expografia pode pensar. Desde a mais ínfima plaquinha da exposição, até o ambiente inteiro, o percurso a ser feito pelo visitante, etc.

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2 Comentários

  1. […] as obras, a arquitetura e a expografia são repletas de tecnologia desde a sua concepção, o museu também tem uma inteligência própria […]

  2. […] lindo projeto: a exposição Agô, da fotógrafa Roberta Guimarães, com curadoria de Raul Lody e expografia de Isabela Faria. A abertura da mostra foi no Mês da Consciência Negra, ou seja, em novembro, na […]

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