12 chances para publicar seu artigo acadêmico já!

Precisando publicar?

Veja aqui 12 Congressos, seminários, revistas e muito mais nos quais você pode publicar. Na lista das revistas existem várias com conceitos A ou B no Qualis 2014, sim, isso mesmo, daquelas que vale muito a pena publicar e ter no Lattes.

Na lista abaixo é possível encontrar possibilidades para a publicação na área de artes, design, arquitetura, museus, etc. Continuar lendo “12 chances para publicar seu artigo acadêmico já!”

O que é design de exposições? Qual a diferença entre design de exposições e expografia?

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A expografia trata do conjunto de técnicas desenvolvidas para projetar e executar uma exposição. Entre essas técnicas estão todos os atributos do design, ou seja, do desenho da exposição.

Pode-se frequentemente confundir o design gráfico com o design de exposições,mas qual a diferença? Em uma exposição, o design gráfico trata da concepção e criação dos layouts dos painéis, legendas, definições de cores e contrastes dos elementos de comunicação escrita e através de imagens (fotos). Mas o design gráfico não trata do desenho da planta da exposição, da definição dos percursos e da narrativa expositiva, por exemplo. Esses são atributos do design de exposições.

O design de exposições inclui também o desenho de todos os elementos necessários para colocar em prática a exposição: percursos, suportes, cenografia, iluminação, recursos audiovisuais e demais formas de comunicação com o visitante, além do design gráfico.

Desvallés, quando criou o termo expografia, não falou sobre o design de exposições mas, por suas definições gerais e abrangência, podemos considerá-lo como termo análogo à expografia.

Museus virtuais

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Confesso que tenho certo preconceito com museus virtuais. Ou é site, ou é museu, certo? Talvez não.

Hoje me deparei com uma “mostra virtual” sobre os 12 profetas e Aleijadinho. Um site simples e bastante objetivo. Confesso que aprendi muito mais em 20 minutos de navegação por este site do que na visita ao museu ao lado do santuário (vide crítica sobre esta visita no post https://wordpress.com/post/criticaexpografica.wordpress.com/565).

E mudei um pouco meu ponto de vista. O museu virtual não substitui o museu físico. Não é possível reproduzir a emoção de se deparar com um objeto real, com texturas, na sua posição real, a composição do conjunto. Portanto, não substitui o apelo do objeto. Mas pode sim complementá-lo de maneira bastante interessante.

Para ver mais: http://200.144.182.66/aleijadinho/

5 qualidades que o site do seu museu tem que ter para atrair mais visitantes!

A imagem do seu museu é a imagem da sua marca: sim, marketing! Não tem como fugir dele, se você quer atrair visitantes. Muitas vezes o site é o primeiro contato que o futuro visitante tem com a sua instituição, então ele tem que atrair o seu visitante, refletindo a imagem do seu museu de forma positiva.

Abaixo itens a serem observados que ajudam a tirar o visitante da cadeira e levá-lo a conhecer a exposição.

1. Qualidade das imagens. 1 imagem vale mais que mil palavras. Ela atrai – ou repele – o visitante. Ela aumenta ou diminui a sua expectativa sobre a exposição. Veja o exemplo abaixo, como busca usar imagens de impacto.

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2. Textos de chamada. Ainda no exemplo acima, veja como is textos curtos e chamativos, em geral com exclamações, chamam mais atenção.

3. Quantidade de imagens: menos é mais. Não adianta encher o seu site de imagens. O visitante vai se interessar por algumas imagens, de preferência grandes, do seu negócio. Você não precisa ilustrar tudo o que diz. Em geral o visitante já sabe o que procura quando entra no site. Você pode chamar a atenção para uma exposição mais recente, mais interessante. Mas não para tudo que tem no museu. Veja o exemplo abaixo: que importância tem de fato todas as imagens em cima, que se repetem novamente ao lado? O site fica confuso e com muitas informações. E informação demais, não comunica quase nada. Ou nada. O visitante fica confuso e desiste.

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4. Qualidade e quantidade dos textos escritos. Parece obvio, mas veja o texto do Museu Histórico Nacional. Abaixo grifo as menções piores e comentários a respeito.

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“O circuito de longa de exposições de longa (HEIN?) duração inicia-se no térreo, no hall das escadas rolante (CONCORDÂNCIA?), com painéis contando a história do conjunto arquitetônico. Destaque para a monumental escultura equestre de D. Pedro II, de Francisco Manoel Chaves Pinheiro.
No hall do segundo pavimento, tem-se acesso à galeria com teto decorado por Carlos Oswald onde é projetado o multivisão (QUEM? O QUE?) sobre a trajetória do Museu Histórico Nacional.
Após a exibição, exposições abrangem da pré-história brasileira ao período republicano: acervo tradicional, peças contemporâneas e recursos multimídia auxiliam o visitante na compreensão de nossa história.
O pavimento térreo concentra serviços (auditório, loja, café ) e exposições temporárias.
A única exposição de longa duração a permanecer no pavimento térreo é a referente aos meios de transporte, “Do Móvel ao Automóvel – Transitando pela História”, devido às dimensões do acervo (PRECISA DESTA INFORMAÇÃO?). Ainda no térreo, no Hall dos Arcazes, estão expostas pinturas cusquenhas. […]”

Enfim, é importante uma revisão do texto, uma clareza nas informações e, principalmente, observar a relevância das informações escritas. E, quanto menos prolixo, mais chance do seu leitor se tornar um visitante.

5. Arquitetura do site: o visitante deve conseguir alcançar o objetivo que o levou a página rapidamente. Ainda no exemplo do museu histórico nacional, veja a quantidade de itens que ele deve ler, até encontrar o link que deseja. Veja ainda o pouco espaçamento neste índice lateral, o que torna o texto confuso.

Quanto menos itens, mais fácil do seu visitante encontrar as informações que busca na página. Você pode trabalhar com subitens, colocando exposições de longa duração e temporárias embaixo de apenas um link, “exposições”. E a coerência também costuma ajudar: Veja que o índice ao lado chama de “exposições permanentes” (termo já em desuso) e a página se chama “exposições de longa duração”.

Enfim, a imagem de um museu deve ser cuidada da mesma maneira e com os mesmos conceitos de branding que usamos em marcas, considerando como pilar da comunicação a coerência e continuidade. Ou seja, todos os elementos do museu devem ser comunicados de acordo com os valores da instituição e com uma imagem coesa.


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Este conteúdo foi escrito por Renata Figueiredo Lanz que, além de produtora de conteúdo no blog Crítica Expográfica é diretora de criação da Renata Figueiredo | design gráfico + expografia . Para entrar em contato envie um e-mail para contato@refigueiredo.com.br


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Museu de Congonhas: um museu de grandes novidades

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Antes de visitar o novo museu de Congonhas, que custou a partir de R$ 25 milhões (informações divergentes são encontradas na internet) fui rever o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, percorrendo as obras do Aleijadinho em suas capelas e terminando na Igreja (atualmente fechada) observando os profetas que estão no pátio externo.

Depois disso, me senti “preparada” para ir ver um museu sem acervo, já que, teoricamente, ele falaria sobre o santuário e a obras de Aleijadinho, pelo que eu tinha entendido nas obras que li.

A entrada deste belo edifício passa pela lojinha e restaurante e segue reto em um corredor. Chegando em uma recepção, apresento a minha carteirinha do ICOM, que deveria dar isenção à entrada e a funcionária desconhece completamente do que se trata e me dá um “desconto” de 50% na entrada, acreditando ser uma carteirinha de estudante, de uma instituição desconhecida. Tentei explicar, mas desisti. Já sofri com o mesmo desconhecimento no Museu do Futebol em 2011 e vi que é absolutamente inútil tentar explicar.

Na entrada, um corredor começa a introduzir historicamente a construção do templo e tenta justificar a importância da cidade de Congonhas e do museu. Me animo. Mesmo. A moça do educativo, super disposta, dá explicações a respeito das romarias nesta cidade, em função da Igreja e da obra do Aleijadinho. Me animo mais. “Além de bonito, o museu promete quebrar paradigmas dos museus atuais”, penso.

Seguindo para o final do corredor, encontro então o início do espetáculo. Imagens realmente muito bonitas da igreja e dos profetas são projetadas em uma tela gigantesca. Não tem como não ser atraído por ela.

Fui em direção a esta, ignorando a linha do tempo existente no caminho. A música reforça o sentido de que se está entrando em um templo. Em frente a tela tem um dispositivo dito “interativo” (clique no link para entender porque não é real essa interatividade) em que você clica em um botão, ele acende o local (por exemplo, a igreja) em uma maquete e imagens deste local aparecem. Lindo espetáculo de sons e imagens que ajudam a imergir no universo de Aleijadinho. Imagino então que, a partir daí as obras de Aleijadinho que vi lá fora serão valorizadas, contextualizadas e o conhecimento aprofundado.

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De repente, no meio da contemplação, lembro da conversa com minha mãe que falava sobre a igreja dos “doze apóstolos”, num erro bastante comum que já ouvi de outras pessoas e me questiono: porque as pessoas confundem profetas e apóstolos? Porque não foram colocadas esculturas dos apóstolos e sim dos profetas? Questiono uma outra moça do educativo que esta próxima, sobre o que são exatamente os profetas e porque eles foram escolhidos para estar lá. Ela se confunde, não sabe responder nem o que eles são. Vai para uma outra, que se enrola um pouco na resposta sobre o que são e não concluo nada. Nem elas.

Na parede de abertura da exposição há um trecho que diz que “O propósito primordial do Museu é qualificar a visita ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e oferecer ao público (…) as inúmeras possibilidades de informação e de interpretação desse conjunto patrimonial”.

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Neste momento me pergunto: Para quem é este museu? O seu conteúdo não versa justamente sobre a igreja em que as obras mais populares são os lindos e gigantescos profetas, dos quais se produziu fotos maravilhosas? Como o educativo titubeia ao responder o básico? Este museu não é para todos os públicos, inclusive os ateus, judeus, evangélicos e budistas?

Olhando com mais atenção para a grande parede com muitas informações, textos de diferentes tamanhos, imagens dos profetas em loop nas televisões, vejo dados superficiais sobre o que seria cada um dos profetas e, no meio desta confusa parede cujos vídeos chamam mais atenção que tudo, há uma explicação breve e superficial que responde pelo menos o que são os profetas, no meio, no alto. Quase chamei a moça do educativo para ler.

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fonte: http://images.adsttc.com/

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O percurso prossegue com um emaranhado de problemas básicos de design gráfico e design de exposições: fontes tipográficas de tamanhos variados nos painéis, incluindo tamanhos de fontes que funcionam muito bem no papel mas que para uma exposição, são quase ilegíveis, ainda mais sobre fundos coloridos. Uma exposição não é um livro, como já disse em artigos anteriores e apresenta características próprias de design para ter uma boa legibilidade.

A linha do tempo é um bom exemplo, pois mostra todos os problemas de legibilidade possíveis. Fiz um pequeno círculo rosa em alguns exemplos

  • textos muito pequenos;
  • textos muito altos que dificultam a leitura por seu tamanho e localização;
  • textos com baixo contraste em relação ao fundo o que tornam a leitura sofrida;
  • textos com grafismos no fundo, o que dificulta ainda mais a leitura.

Por mais interessantes que possam ser os textos, quando há dificuldade de leitura, eles se tornam rapidamente desinteressantes.

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Sigo…um dispositivo muito bonito colocado no centro da exposição apresenta artefatos para a produção das esculturas do Barroco (acho). Não saberia dizer com precisão, pois a iluminação superior impossibilita a leitura devido a reflexão dessas luzes no vidro exatamente em cima dos textos, que já são pequenos e em uma altura que você tem que abaixar para ler. A iluminação que foca nas ferramentas penduradas, prejudica a leitura dos textos embaixo.

Mas, sem dúvida, temos uma bonita instalação cenográfica. Os textos (ou os vidros sobre eles) é que não deveriam estar lá.

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Foto: Ana Elisa/Portal EBC

Confesso que a essas alturas já havia perdido um pouco do interesse. Toda a animação do início da exposição já tinha ido embora. Se há alguma explicação mais profunda sobre a obra de Aleijadinho, sobre as esculturas dos profetas e a sua razão de ser, não consegui identificar. Tudo me pareceu bastante superficial e até, porque não, desviando do tema central (as esculturas do lado externo da Igreja) que são fruto de grandes discussões.

Não há nada mais material que as esculturas de Aleijadinho. Fico me perguntando: como fazer um museu de acervo imaterial (só com imagens das obras) de algo tão concreto? É inegável que o apelo de uma escultura real, em 3 dimensões chama a atenção mais do que mil imagens das mesmas, colocadas nas paredes.

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O museu segue com uma sequencia de fotos até que chega, enfim a um “acervo material”. Não de Aleijadinho, mas de esculturas de santos, ex-votos.

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Introduzida a coleção sem nenhuma conexão do que foi dito na sala anterior, fico confusa. Sem o ferramental necessário para articular ou relacionar aquela coleção com o que tinha visto até então, encaro aquela sala como mera “curiosidade”. Fotografo “São João Evangelista” e mando para uma amiga designer, pedindo que reze para ele, pois os tempos estão difíceis.

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As informações dadas de cada obra não me dão mais ferramental nenhum, além de uma sala cheia de esculturas. Ainda tento entender porque isso está ali, bem como a indignação de algumas pessoas na sala, que claramente conheciam a coleção,  revoltadas por este acervo ter sido levado para este museu e não deixadas no seu local original. Não entendi. Ma são tudo bem, n vou entender a conexão com a próxima sala, que volta ao tema anterior.

Sigo em frente por um percurso meio labiríntico. O acesso ao pavimento seguinte de exposições não deveria ser obvio? Não é. Chego enfim a um corredor, lá no final, um “um happy end” em um corredor não muito largo onde deveriam estar os profetas. Não estão. Apenas 2 réplicas. Mais nada. R$ 500mil é o custo de cada réplica. Vai demorar. O museu construído com o propósito inicial de abrigar as esculturas e protegê-las da ação do tempo, abriga réplicas.

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E quase como se o pensamento coletivo levasse a isso, chega-se a um “beco sem saída”, após as réplicas do corredor, que é o final da exposição. Sim, do museu construído e projetado para isso, que não é a adaptação de um prédio existente, termina em um beco sem saída. Termina numa porta de emergência fechada e você é obrigado a voltar pelo meio da exposição.

Mas ainda no final, neste “beco”, ao lado da saída de emergência  – peço a você, leitor, que interprete semioticamente essa conexão – ainda tem o vídeo de uma pessoa do IPHAN, que trabalha no restauro e conservação das obras e justifica o porque as obras originais não estão no museu e sim expostas ao tempo. Interessante imaginar que o museu foi construído para abrigar as esculturas e escolhe a última sala para justificar essa ausência.

Mas essa questionamento e ambiguidade foi um dos poucos momentos que trouxeram a reflexão dentro do espaço expositivo.

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