Museu de Antropologia de Atenas

“Atenas é só o Museu da Acrópole e a Acrópole, não tem mais nada. Em dois dias você já viu tudo”, foi o que ouvi algumas vezes. Quis morrer quando cheguei lá.

Infelizmente, pelo planejamento da viagem, não deu para passar muito tempo em Atenas. Eu passaria semanas…indo a cada museu. Mas só visitei 2: o da Acrópole e o Museu de Antropologia, além da Ágora, que é, por si só, um museu a céu aberto.

O Museu de Antropologia é um espetáculo à parte. Sem montagens cenográficas, pirotecnias ou supostos “dispositivos interativos” com os quais são investidos milhões, ele trabalha somente com o primeiro e genuíno recurso que melhor funciona nas exposições: o objeto. O fetiche do objeto, aquele em que civilizações antigas tocaram, construíram ou usaram é, ainda hoje, o que mais encanta um visitante de um museu. De repente, toda a história da arte, arquitetura, design, estudada a vida inteira ganha sentido em “apenas” uma escultura helenística ou um pequeno objeto de ouro feito a mão por civilizações pré-históricas.

Este museu trabalha com artifícios conhecidos e interessantes: percursos sugeridos e definidos, painéis expositivos e a história contada de forma cronológica. Simples, funcional e encantador. Conta de forma simples, em painéis expositivos, a história que permeia todos aqueles objetos.

Na entrada, o mapa recebido, dá algumas opções de entrada. Perguntando para uma das monitoras, rapidamente ela nos informa que o mais interessante é um percurso cronológico e nos direciona. Após algumas horas de visita, preciso de um tempo. Vamos ao restaurante. Lembro-me de Jean Davallon, falando da necessidade de se estimular o visitante e depois dar um tempo para pensar. Tempo esse que precisamos para ter um momento de “pausa” para que o cérebro processe tudo o que foi visto e consiga fazer conexões. Nada melhor que uma pausa olhando para um jardim grego, na parte interna do museu, sentada na cafeteria, antes de continuar o passeio. Sim, Davallon estava certo. No meio da exposição, precisamos de um tempo, para “assentar as idéias”, realizar os conceitos, entender a exposição.

 

Um comentário sobre “Museu de Antropologia de Atenas

  1. Já visitei ambos e concordo como que a simplicidade da e xpografia potencializa a experiência. Muitos dispositivos educativos tão festejados hj disputam a atenção com o objeto

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