VI Encontro Brasileiro de Palacios, Museus-casa e Casas Históricas

Começou hoje o encontro cujo tema é “o museu e a cidade – conexões com a América Latina”.

O evento, no Palácio dos Bandeirantes, foi iniciado com a palestra de Carlos Augusto Machado Calil, Secretário da Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo que, entre outras pérolas, criticou a existência de um Museu dentro do Palácio do Governo que, segundo ele, é um local de despachos e não deveria ser utilizado para outras funções, tal qual exposiões.

Na sequencia tivemos uma mesa redonda com importantes colaborações como a da mediadora Aracy Amaral e dos Palestrantes Patricia Cisneiros (diretora do museu Pedro Osma, em Lima, no Peru) e Antonio Carlos Sartini (diretor do Museu da Lingua Portuguesa).

Sartini expos o caso do Museu da Lingua Portuguesa e as maneiras que ele encontrou para estabelecer uma relação com o entorno e com a cidade. Algumas experiencias bastante interessantes foram apresentadas, além de projetos de integração com a cidade como o projeto Dengo, em que educadores “levam o museu em um laptop” para crianças que estão fazendo quimioterapia.

Como não poderia deixar de ser, surgiu na fala de Sartini a já polêmica palavra “diversão”, quando falava sobre o carater ludico das visitas ao Museu da Lingua Portuguesa.

Quanso questionado sobre a confusão dos musesu atuais entre diversao, entretenimento e cultura, Sartini justifica que o aprendizado não deve ser um sacrifício e sim algo prazeiroso.

Apesar de concordar com o nosso ilustre palestrante e mais, admirá-lo pelo trabalho que faz no museu, devo discordar da afirmativa, já que em museus como o da Lingua e, principalmente, como o do Futebol, pode ser vista claramente essa confusão entre entretenimento gratuito e difusão do conhecimento.

De qualquer forma admiro os atuais dirigentes dos dois museus pois, o pepino criado pela Fundação Roberto Marinho que foi entregue a eles é gigantesco. O conceito original de museu parte de uma instituição de pesquisa que tem em seus espaços expositivos a apresentação dos resultados das pesquisas realizadas. Como instituições de respeito, sempre tem uma linha de pesquisa a ser seguida, em seus planos museologicos.

Infelizmente estes dois museus resolveram pegar um atalho e construir uma exposição de peso, tanto nos nomes dos seus criadores quanto nos custos. Com divulgação esmagadora na mídia, eles foram um sucesso de público.

Depois de lançada a exposição, foi entregue a dirigentes para que eles enfim, criassem um museu por trás da exposição. É por isso que admiro estes dirigentes que tanto se esforçam para manter esse pepinaço funcionando e mantendo o “sucesso”.

No recente congresso do CIANTEC (vide outro post anterior) apresentei dois artigos que publicarei futuramente aqui, que discutem estas questões.

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